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Sono e sua associação com morbidade e mortalidade - Parte II

A curta duração do sono tem sido associada também ao aumento do risco de doenças cardíacas e diabetes. Em um estudo com mais de 5.500 pessoas, aqueles que dormiam menos que 6 horas por noite apresentaram 66% mais chances de ter hipertensão arterial do que indivíduos que dormiam entre 7-8 horas por noite (por provável hiperativação do Sistema Nervoso Simpático). Em relação à inflamação sistêmica, as interleucinas inflamatórias como IL-6 e TNFa (por sinal, as mesmas envolvidas na tempestade inflamatória do Covid-19) aumentaram substancialmente com pequenas restrições de sono de 2 horas por noite por um curto período de tempo.

Poderíamos citar diversas outras consequências negativas da privação do sono em nosso dia a dia. Mas o mais importante é mudarmos o estilo de vida e melhorar a qualidade do nosso sono. Uma regra básica seria a do “3-2-1”: evitar refeições 3 horas antes de ir deitar, evitar trabalhar nas 2 horas que antecedem o sono e evitar telas (tv, tabletes e celulares). Tente ir para cama ao redor das 22h, uma vez que uma melhor liberação de hormônios reparadores como o GH e um melhor funcionamento da tireóide ocorrem especialmente entre as dez da noite e uma hora da manhã. Procure também manter uma luminosidade menor em casa no período da noite e mantenha o quarto em total escuro. Isso melhorará a produção noturna de melatonina.


Por Lucas Fonseca, MD


Referências:

Association Between Light at Night, Melatonin Secretion, Sleep Deprivation, and the Internal Clock: Health Impacts and Mechanisms of Circadian Disruption. Life Sci. 2017 Mar 15;173:94-106.

Cardiovascular, Inflammatory and Metabolic Consequences of Sleep Deprivation. Prog Cardiovasc Dis. 2009 ; 51(4): 294–302.

Impact of sleep debt on metabolic and endocrine function. Lancet. 1999; 354:1435–9.


Drº José Fábio Lana, MD

Orthopedic

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