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Proloterapia e a dor neuropática - PARTE IV

Por Thiago Setti


MacIver relatou que, quando fibras C isoladas são expostas in vitro a um

ambiente hipoglicêmico, ou seja com baixo nível de açúcar, substituindo-se D-glicose

por L-glicose não metabolizável, eles demonstram um aumento dramático na

frequência de descarga em 5 minutos, gerando como exemplo um curto circuito na

região, aumentando os disparos de dor para o paciente. A taxa de disparo da fibra C

retornou à linha de base dentro de 2 minutos após a substituição da D-glicose na

solução de cultura. MacIver explica essas mudanças imediatas nas taxas de disparo

neural, lembrando-nos do papel central do metabolismo da D-glicose no fornecimento

de ATP para energia célular em animais e humanos. A hipoglicemia resulta na redução

da atividade do ATP “fonte de energia para a célula” e da bomba de sódio e postássio,

resultando em uma progressiva despolarização neural e hiperexcitabilidade, piorando

o quadro e evidenciando o papel da glicose para reversão do quadro.


A Proloterapia Neural é um procedimento simples, de baixo custo, e pode levar

ao alívio da dor neuropática. Os efeitos colaterais mais comuns relatados foram dor

temporária com injeção e hematomas locais. Os benefícios são muitos, além do que a

técnica poderia ser empregada para uma variedade de neuralgias periféricas.




Referências:

Lam, King Hei Stanley, et al. "Ultrasound-guided nerve hydrodissection for pain

management: rationale, methods, current literature, and theoretical

mechanisms." Journal of Pain Research 13 (2020): 1957


Conaway E, Browning B. Neural Prolotherapy for Neuralgia. JOURNAL of

PROLOTHERAPY. 2014 e928-931.