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Proloterapia e a dor neuropática - PARTE III

Por Thiago Setti


Outra hipótese a ser estudada é a glicopenia neural “falta de energia/alimento

para o nervo”. A dor neuropática crônica pode significar glicopenia, ou seja baixo nível

de açúcar, ao redor do nervo correspondente. A injeção de dextrose pode corrigir

prontamente essa glicopenia e, conseqüentemente, reduzir a dor neuropática. Além

disso, 40% dos nossos nervos somatossensoriais periféricos são compostos de

pequenos nervos sensíveis à capsaicina (nervos com os canais de íons TRPV1 em sua

superfície), que possuem predominantemente fibras C (fibras de condução lenta, que

estão fortemente ligadas as dor neuropática), e têm um aparente papel homeostático

no monitoramento do nível de dextrose sistêmica. Tanto o cérebro quanto os nervos

periféricos têm uma necessidade alta e constante de glicose.


Referências:

Lam, King Hei Stanley, et al. "Ultrasound-guided nerve hydrodissection for pain

management: rationale, methods, current literature, and theoretical

mechanisms." Journal of Pain Research 13 (2020): 1957