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OSTEONECROSE DA CABEÇA FEMORAL - HORA DE PERDER A CABEÇA? - PARTE III


Quanto ao tratamento, os casos em que há colapso da cabeça femoral comumente evoluem para a prótese total de quadril. No entanto, com o diagnóstico precoce e, preferencialmente nos casos de menor extensão, a terapia celular associada à descompressão encontra grande apoio na literatura contemporânea. Descompressão é um procedimento cirúrgico preservador da articulação em que perfurações ósseas são feitas através do colo do fêmur, atingindo o pólo mais alto da cabeça (onde está o foco de necrose) e permitindo diminuição da pressão óssea local (portanto, descompressão) e consequente melhora da pressão venosa e facilitação da recirculação do sangue. No entanto, sozinha costuma ter resultados limitados. Associado a isso, concentrados do aspirado de medula óssea, similares aos aspirados realizados para os transplantes de medula óssea, mas com outro objetivo, podem ser concentrados e aplicados diretamente na cabeça femoral funcionando como um “enxerto" e auxiliando na cicatrização dos casos.1 Em novembro de 2020, um pesquisador chamado Jeyaraman publicou uma revisão sistemática que envolveu outros 6 estudos de grande interesse científico chamados de “metanálise" e concluiu, após sua criteriosa análise, que a terapia celular concentrada (enxerto do próprio aspirado ósseo do paciente) associada à descompressão traz melhor função e diminuição da área de necrose óssea aos 12 e 24 meses de seguimento com diminuição da necessidade de cirurgia de prótese de quadril com poucas complicações.



Referências:

M. Jeyaraman, S. Muthu, R. Jain et al., Autologous bone marrow derived mesenchymal stem cell therapy for osteonecrosis of femoral head: A systematic overview of overlapping meta-analyses, Journal of Clinical Orthopaedics and Trauma. (2020), https:// doi.org/10.1016/j.jcot.2020.11.015