Buscar

COMO PODEMOS ENTENDER O QUE É DOR? - PARTE I

Dor, segundo a Associação Internacional para o Estudo a Dor, é uma

experiência sensitiva e emocional desagradável, associada, ou semelhante àquela

associada, a uma lesão tecidual real ou potencial. A dor é, portanto, uma das principais

causas de sofrimento físico experimentadas pelo ser humano.


Sabemos que a capacidade de sentir dor é algo fundamental para a

sobrevivência de qualquer espécie animal. A presença da dor sinaliza que algo está

errado. No caso dos animais, isso gera um comportamento protetor. No caso dos seres

humanos, além de gerar um comportamento protetor, nos leva a procurar ajuda.

Antes de mais nada devemos ressaltar que toda e qualquer dor é percebida

pelo cérebro. A informação da dor percorre vários caminhos até chegar nas estruturas

cerebrais que a percebem.


Os receptores de dor presentes na pele, articulações e músculos por exemplo,

são ativados por diferentes estímulos entre eles mecânicos (ex. cortes, batidas,

perfurações), térmicos (substâncias quentes, fogo) e químicos (subsâncias ácidas). O

papel dos receptores de dor é justamente transformar esses estímulos em estímulos

elétricos, pois somente os estímulos elétricos podem ser transportados pelos

neurônios. A essa transformação dá-se o nome de “tradução”.


A dor passa por diversas fases, sendo que na quarta fase o cérebro percebe a

dor propriamente dita. É aqui que sentiremos a dor em suas diversas características

como intensidade (fraca, moderada ou intensa), se a dor é em queimação ou tipo uma

pontada e a própria duração.


Depois que o cérebro interpreta a dor, ocorre o que chamamos de modulação

da dor. Impulsos nervosos são mandados de volta ao local da dor no sentido de

diminuir a sua intensidade. É como se o cérebro dissesse: “Já registrei que algo está

errado, agora podemos diminuir o sofrimento”. Infelizmente nem sempre o sistema

funciona de forma tão perfeita.


É importante diferenciar as dores agudas das crônicas. As dores agudas são

consideradas fisiológicas, como um sinal de alerta, da maior importância para a

sobrevivência. Tem duração limitada e passa assim que a causa for resolvida (ex.uma

dor resultante de um corte passa após a cicatrização).


Referências:

O. van Hecke, N. Torrance and B. H. Smith. Chronic pain epidemiology and its clinical

relevance. British Journal of Anaesthesia 111 (1): 13–18 (2013)




Dr. José Fábio Lana, MD

Orthopedic Interventional Pain Management


IOC - Instituto do Osso e da Cartilagem/ The Bone and Cartilage Institute

ORTHOREGEN INTERNATIONAL COURSE


Indaiatuba - São Paulo +55 19 3017 4366

Uberaba - Minas Gerais +55 34 3331 7777