Buscar

A Medula Óssea como Fonte de Células para Tratamentos Regenerativos - PARTE II

Com relação às células mesenquimais (MSCs), os estudos demonstraram seu potencial de diferenciação, podendo originar tecidos como osso, músculos, cartilagem, seu efeito parácrino – com a capacidade de secretar citocinas no microambiente em que estão inseridas e alterando-os; não são células imunogênicas, ou seja, não causam reações em caso de uso alogênico, de um doador a um receptor e apresentam atividades imunomodulatórias bem descritas.



As células hematopoiéticas (HSCs) além da questão da produção dos componentes sanguíneos também possui capacidade de originar tecidos de origem óssea e cartilaginosa, o que amplifica o potencial deste tipo celular em doenças musculoesqueléticas. Além destes tipos celulares, nós possuímos células progenitoras, células brancas que apresentam funções importante no contexto regenerativo, com a secreção de proteínas e fatores que amplificam esta cascata cicatricial.


Os estudos da área da ortopedia utilizando células da medula óssea, tanto de maneira

concentrada quanto com medula total, têm evidenciado melhora nos parâmetros de dor e função, avaliados por questionários de autoavaliação, impactando positivamente na qualidade de vida dos pacientes. É importante ressaltar que as questões de padronização e caracterização dos produtos da medula óssea, ainda representam um desafio na prática clínica. Estudos com uma metodologia mais rica, têm demonstrado melhora nos exames de imagem e avaliações histológicas com a formação de cartilagem tipo hialina, evidenciando os resultados favoráveis e grande potencial da medula óssea como ortobiológico.





Referências:

Chen JL, Hunt P, McElvain M, Black T, Kaufman S, Choi ES. Osteoblast precursor cells are found in CD34+ cells from human bone marrow. Stem Cells 1997; 15: 368-377


Gobbi A, Karnatzikos G, Scotti C, Mahajan V, Mazzucco L, Grigolo B. One-Step Cartilage Repair with Bone Marrow Aspirate Concentrated Cells and Collagen Matrix in Full-Thickness Knee Cartilage Lesions: Results at 2-Year Follow-up. Cartilage 2011; 2: 286-299